Depressão

A depressão é um problema médico e freqüente: segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 121 milhões de pessoas hoje no mndo todo sofrem de depressão. A depressão situa-se em quarto lugar entre as principais causas de ônus, respondendo por 4,4% dos ônus acarretados por todas as doenças durante a vida. Ocupa o primeiro lugar quando considerado o tempo vivido com incapacitação ao longo da vida (11,9%). Considerando-se a faixa etária compreendida entre os 15 e os 44 anos de idade, a depressão ocupa a segunda posição, com 8,6% dos ônus e a porcentagem de anos vividos com incapacitação eleva-se para 16,4%. Mulheres apresentam um risco duas vezes maior do que os homens de apresentar um transtorno depressivo .

 

SINTOMATOLOGIA

 

O quadro clínico da depressão se caracteriza por alterações que afetam o humor, a psicomotricidade, as funções cognitivas e as funções vegetativas. Os pacientes deprimidos podem, ainda, apresentar diversas queixas físicas, como cefaléias e dores difusas, que podem variar de intensidade e freqüência de acordo com as oscilações da depressão. As queixas físicas são observadas em mais de 50% dos deprimidos.

 

 A sintomatologia da Depressão

Alteração na depressão

Características clínicas

Humor/Afetividade

·         Humor depressivo, irritabilidade:

·          desproporcional em relação ao estímulo e generalizado

·         anedonia

·         antecipação do desprazer

·         desmotivação

·         apatia

·         desinteresse

·         sentimentos de cunho negativo: diminuição da auto-estima e da autoconfiança, tristeza, vazio, aumento da auto-recriminação e dos sentimentos de culpa

Psicomotricidade

·         retardo psicomotor

·         falta de energia

·         preguiça ou cansaço excessivo

·         lentificação do pensamento e do discurso

·         falta de concentração

·         indecisão

·         agitação como ansiedade, tensão

·         falta de vontade e de iniciativa

Funções cognitivas

·         “tríade depressiva negativa” (avaliações negativas acerca de si mesmo, do mundo, e do futuro)

·         temas recorrentes: privação, perda, morte, desamparo, desesperança e pessimismo.

·         Delírios congruentes com o humor (envolvendo saúde, moral, relacionamentos e finanças), ou incongruentes com o humor (persecutórios)

Sintomas vegetativos

·         aumento ou diminuição do apetite

·         diminuição da libido

·         desregulação circadiana da temperatura corporal, do ciclo sono-vigília e da secreção de cortisol

 

 

 

 

A TERAPÊUTICA DA DEPRESSÃO

 

·         OS OBJETIVOS E AS ETAPAS E DO TRATAMENTO

 

O tratamento da depressão visa a remissão do episódio, com a erradicação dos sintomas, e a recuperação total do paciente. É dividido em três fases: fase aguda, fase de continuação e fase de manutenção.

 

As fases do tratamento da depressão

Fase Aguda

Objetivo: remissão dos sintomas e melhora do funcionamento psicossocial  Duração: em geral, de seis a oito semanas;

 

Fase de Continuação

Objetivo: prevenção de recaídas e   recuperação do funcionamento psicossocial

Duração: em média, de quatro a nove meses

 

Fase de Manutenção

Objetivo: prevenção de recorrências

Duração: indefinida

 

 

 É importante buscar a erradicação dos sintomas, pois a permanência de sintomas residuais subsindrômicos (ou seja, aqueles sintomas que embora presentes, não preenchem critérios para o diagnóstico de um episódio depressivo) agrava a evolução do transtorno depressivo. Sua permanência compromete a qualidade de vida e associa-se a maior risco de recaídas.

A depressão tem uma natureza recorrente. A possibilidade de recorrências, após a recuperação de um episódio depressivo é de 50%; depois de dois episódios, a chance de recorrências aumenta para 70%-80%; indivíduos que tiveram mais de dois episódios depressivos prévios apresentam um risco de recorrências superior a 90%.

 

·         A ESCOLHA DO TRATAMENTO ANTIDEPRESSIVO

 

A escolha do antidepressivo é feita com base na sintomatologia, nos antecedentes pessoais e familiares de boa resposta a uma determinada classe de antidepressivos, na presença de comorbidades clínicas e psiquiátricas. Dispomos hoje de diversos compostos antidepressivos, de diferentes classes. Para uma leitura mais detalhada, leia a seçao “Antidepressivos”.

 

Tratamentos biológicos para a depressão

Medicamentosos

·         Antidepressivos

·         Sais de lítio

·         Anticonvulsivantes

·         Antipsicóticos atípicos

Não medicamentosos

·         Eletroconvulsoterapia

·         Estimulação magnética transcraniana

·         Privação de sono

·         Fototerapia

 

 

 

 

 
 
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